Arquitetas ensinam como escolher a escrivaninha ideal considerando uso, medidas, organização e iluminação para qualquer ambiente.
A escrivaninha deixou de ser exclusividade do escritório. Ela chegou aos quartos, home offices e salas de estar como um móvel polivalente. Dessa forma, uma boa escolha transforma qualquer cômodo em um espaço dinâmico e cheio de personalidade.
As arquitetas Vanessa Paiva e Claudia Passarini, do escritório Paiva e Passarini Arquitetura, trazem orientações essenciais sobre o tema. A seguir, confira as principais dicas das profissionais.
Defina o uso principal
O primeiro passo é entender como o móvel será usado no dia a dia. Rotina intensa ou uso ocasional? Essa resposta define o modelo mais adequado.
“O primeiro passo é definir qual será o uso principal da escrivaninha: trata-se de um espaço de trabalho diário ou apenas um lugar para momentos rápidos? O uso vai determinar o tipo que melhor atenderá a demanda.”
Para rotinas intensas, modelos com gavetas ou prateleiras são os mais indicados. Além disso, um gaveteiro solto pode complementar o móvel e ainda ser movimentado para liberar passagem.
Por outro lado, para estudos ou usos ocasionais, uma peça mais minimalista com bancada livre é a escolha ideal. Assim, o ambiente ganha leveza sem abrir mão da funcionalidade.
Atenção às medidas
As dimensões do móvel fazem toda a diferença no conforto do usuário. A altura padrão varia entre 74 e 80 cm, podendo ser ajustada conforme a estatura do morador.
A profundidade mínima recomendada é de 45 cm para apoio do notebook. Além disso, é importante garantir uma área de circulação de aproximadamente 70 cm ao redor do móvel.
Em espaços pequenos, a dica é optar por escrivaninhas com cantos arredondados ou design oval. Dessa maneira, reduz-se o risco de esbarrões e o ambiente fica mais seguro e fluido.
Mantendo a organização
Uma escrivaninha organizada favorece diretamente a concentração. Sobre o móvel, mantenha apenas os itens de uso contínuo: computador, porta-lápis e bloco de anotações.
“Quanto mais coisas sobre o móvel, mais chances de conviver com o visual ‘bagunçado’ que atrapalha a nossa concentração. Aquilo que não é empregado com frequência pode, perfeitamente, estar nas gavetas e prateleiras.”
No quarto infantil, por exemplo, cestas posicionadas embaixo da escrivaninha são uma solução prática e charmosa. Assim, materiais de estudo e lazer ficam organizados e acessíveis.
Iluminação faz diferença
Posicionar a escrivaninha próxima a uma janela é sempre a melhor estratégia. Dessa forma, o usuário aproveita a luz natural e a ventilação, especialmente nos dias mais quentes.
Em períodos noturnos ou dias nublados, as arquitetas recomendam uma luminária de mesa ou fitas de LED instaladas em prateleiras e nichos próximos.
“Lógico que a ideia é iluminar, mas adoramos quando o projeto adiciona um charme extra ao décor.”



