Fortes D’Aloia & Gabriel leva à Art Basel Paris 2025 obras que exploram memória, materialidade e imaginação, conectando artistas e gerações.
A seleção especial de obras na Art Basel Paris 2025 reúne artistas cujas produções atravessam materialidade, memória e imaginação. A proposta estabelece um diálogo entre o íntimo e o monumental, entre o pessoal e o coletivo, conectando geografias, gerações e sensibilidades.
Um encontro entre formas, memórias e matérias
As assemblages de caixas de fósforo de Antonio Társis reconfiguram materiais frágeis em delicadas constelações de forma e lembrança. Já o relevo em bronze de Erika Verzutti, inspirado nas luzes de Turner, contrasta e se harmoniza com a estrutura tecida de Ernesto Neto, que evoca comunhão e organicidade.
Essas conversas se ampliam nas paisagens visionárias de Frank Walter, na escultura em concreto de Ivens Machado e nas abstrações fluidas de Janaina Tschäpe, que exploram a percepção e o movimento — como também fazem os desenhos a óleo sobre papel de Ana Claudia Almeida.



O coro pictórico e suas múltiplas vozes
A mostra reúne ainda um coro de vozes pictóricas: das pinturas-esculturas de Leda Catunda às paisagens luminosas de Luiz Zerbini, passando pelas imensidões corpóreas de Márcia Falcão e pela densidade atmosférica das telas de Sophia Loeb.
O tecido e a narrativa surgem nos patchworks de Rivane Neuenschwander, nas pinturas em pigmento de grande escala de Pélagie Gbaguidi e nas composições críticas e ambíguas de Rodrigo Matheus.
Encerrando a apresentação, a pintura de Valeska Soares propõe uma meditação sobre o visível e o invisível, sobre a presença e o reflexo — um fechamento que traduz a essência poética e reflexiva da seleção.


Um panorama plural e sensorial
Juntas, essas obras formam uma paisagem de intensidades sensoriais e conceituais, reafirmando o compromisso da Fortes D’Aloia & Gabriel com práticas artísticas experimentais, contemporâneas e plurais.
A presença da galeria na Art Basel Paris 2025 reforça o protagonismo da arte brasileira no cenário internacional, destacando a força de um discurso que une inovação, memória e sensibilidade coletiva.
