Pelo terceiro ano consecutivo, o escritório Superlimão apresenta na SP-Arte 2026 instalações e objetos feitos com plástico reciclado translúcido em parceria com a Vaique.
Presença em múltiplos espaços da feira
A SP-Arte 2026 ocorre de 8 a 12 de abril, no Pavilhão da Bienal, em São Paulo. O Superlimão marca presença no estande próprio, nas instalações da entrada do pavilhão e na área de design. Além disso, o escritório integra o novo setor Design Now, inaugurado nesta edição.
O Design Now ocupa o terceiro andar do pavilhão. O setor tem curadoria de Livia Debbane, diretora artística de design da SP-Arte 2026. Dessa forma, o espaço reforça o destaque crescente do design dentro da maior feira de arte da América Latina.
Parceria com a Vaique e o plástico translúcido
A pesquisa central da participação envolve um plástico reciclado translúcido desenvolvido pela empresa carioca Vaique. O material é produzido a partir de invólucros plásticos coletados no polo têxtil do Rio de Janeiro. Por fim, o processo garante reaproveitamento controlado do início ao fim.
“Criamos a Vaique para pesquisar e desenvolver novos materiais a partir do descarte, pensando em cadeias circulares e controladas do início ao fim. A ideia é mostrar que materiais reaproveitados podem ter características muito diferentes daquelas que estamos acostumados a associar ao reciclado.”
Leonardo Jarlicht, fundador da Vaique
Instalação na entrada da feira
Na entrada da feira, o material ganha escala arquitetônica em uma instalação suspensa. A estrutura foi inspirada na ideia de fluxo da água. Dessa maneira, cria um momento de desaceleração para o visitante antes de adentrar o pavilhão.
“A intenção é construir uma passagem que marque esse deslocamento entre o exterior e a experiência da feira. Quase como um intervalo antes de entrar, uma espécie de ‘deixar que a água nos lave’ para nos despirmos do que trazemos de fora.”
Diogo Matsui, coordenador de Design e sócio do Superlimão
Cestaria e tecelagem como referência
No estande do escritório, o plástico reciclado aparece em objetos inspirados em cestaria e tecelagem. Essas técnicas ancestrais de organização estrutural da matéria foram reinterpretadas com o material contemporâneo. No ano anterior, o escritório havia explorado a argila e seus processos de transformação.
As peças são produzidas a partir de fitas do material reciclado tramadas manualmente, formando vasos e estruturas tridimensionais em tamanhos variados. Em algumas tipologias, uma malha metálica interna garante estabilidade estrutural. No entanto, a maior parte da peça permanece composta por plástico reciclado.
“Nós começamos a pesquisar a história da cestaria e da tecelagem e percebemos que essas técnicas acompanham a humanidade há milênios. Trazer essa lógica construtiva para um material contemporâneo abriu um caminho interessante para explorar o plástico de outra maneira.”
Vitória Mendes, arquiteta e designer do Superlimão
Escala e circularidade do projeto
Aproximadamente uma tonelada de plástico reciclado será utilizada nas instalações e objetos da feira. Após o evento, todo o material pode retornar à cadeia produtiva. Assim, o projeto demonstra na prática o potencial de uma cadeia circular de materiais.
O Superlimão também concebeu as nove unidades do projeto Mini Salas, presentes no setor Design Now. As peças foram produzidas em parceria com a marca Minimal e seguem uma lógica modular. Dessa forma, permitem diferentes configurações de uso e circulação dentro do espaço.
Foto: Diogo Matsui


