A Bienal de Arquitetura Brasileira reúne marcas e projetos que valorizam biomas, materiais naturais e o design autoral no país.
Bienal de Arquitetura Brasileira aproxima design do cotidiano
A Bienal de Arquitetura Brasileira (BAB) estreia hoje (25 de março) e fica até 30 de abril de 2026, no Pavilhão das Culturas Brasileiras, no Parque Ibirapuera, em São Paulo, com a proposta de democratizar o acesso à arquitetura e aproximá-la do cotidiano. A primeira edição reúne projetos inspirados nos biomas brasileiros, conectando cultura, território e modos de habitar.
Nesse cenário, marcas como Brasigran, Evviva e Lepri participam com soluções que evidenciam a relação entre materialidade, identidade e arquitetura contemporânea.
Brasigran destaca pedras naturais em projetos sensoriais
A Brasigran integra a Bienal por meio de projetos que exploram a diversidade territorial brasileira, com destaque para os pavilhões Mata Atlântica e Pantanal. Os materiais da marca aparecem como elementos estruturantes da linguagem arquitetônica.
No projeto Entre o Mar e a Mata – O Morar Capixaba Contemporâneo, assinado pela arquiteta Letícia Finamore, o uso de pedras naturais reforça a proposta sensorial do espaço. O quartzito Vitória Régia, o mármore Bossa Nova — lançamento de 2026 — e o mármore Pinot Grigio compõem diferentes ambientes, combinando características técnicas e estéticas.
Já no Pavilhão Pantanal, o projeto A Casa Ñandejara, do escritório Deborah Nazareth Arquitetos, utiliza o quartzito Vitória Régia como elemento simbólico, evocando as lagoas da região.
“A participação da Brasigran na Bienal reforça não apenas a qualidade e a versatilidade dos nossos materiais, mas, sobretudo, a nossa conexão com a arquitetura que traduz o nosso tempo e expressa a diversidade cultural e territorial brasileira. Estar presente em projetos assinados por profissionais de diferentes regiões do país evidencia o nosso papel como parceiros ativos na construção de uma arquitetura que valoriza a origem, a matéria e a experiência”, afirma Renata Malenza, diretora da Brasigran e Brasigran Home.

Evviva apresenta mobiliário exclusivo na entrada principal
A Evviva São Paulo participa da Bienal com um mobiliário exclusivo assinado pelo arquiteto Léo Zanatta, responsável também pelo masterplan do evento. A peça está instalada na entrada principal da mostra.
O balcão de atendimento foi desenvolvido com acabamento personalizado na cor Cerrado, alinhado ao conceito curatorial que valoriza a brasilidade e o uso de referências nacionais. A proposta evidencia a atuação da marca em soluções sob medida com alto padrão técnico e estético.
O móvel integra o projeto que abriga a instalação “Tectônicas em Exílio”, reforçando a reflexão sobre o uso e a exportação de matérias-primas brasileiras e ampliando o diálogo entre design e indústria.

Lepri transforma cobogó em símbolo da Bienal
A Lepri Revestimentos Naturais marca presença em nove projetos e também assina uma criação inédita: o Cobogó BAB, desenvolvido em parceria com a agência ALMAP.
A peça reproduz o logotipo da Bienal em argila natural, transformando as letras em um elemento vazado que funciona tanto como símbolo gráfico quanto componente arquitetônico.
“O resultado é uma peça que funciona como sinal gráfico e como elemento de composição espacial — um gesto que conecta identidade visual, cultura material e arquitetura”, explica Ludmila Lepri, diretora de marketing da marca.
Produzido na cor Rosso, o cobogó dialoga com a materialidade e os repertórios cromáticos brasileiros, reforçando sua conexão com o território.
Projetos refletem diversidade dos biomas brasileiros
Os revestimentos da Lepri estão presentes em projetos que representam diferentes estados e biomas, como Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraná, Pará, Pernambuco e São Paulo.
Cada espaço propõe uma leitura contemporânea do morar brasileiro, explorando elementos como texturas, cores, materiais naturais e referências culturais. As propostas articulam arquitetura, arte e identidade regional, criando experiências sensoriais que aproximam o público dos territórios representados.

Arquitetura como linguagem cultural e acessível
A Bienal de Arquitetura Brasileira se apresenta como uma plataforma dedicada a ampliar o acesso e a compreensão da arquitetura no país. Com foco em educação, experiência e mediação cultural, o evento busca tornar a arquitetura mais próxima das pessoas e integrada ao cotidiano.
Ao reunir profissionais, marcas e projetos de diferentes regiões, a BAB evidencia a arquitetura como expressão cultural, conectada à diversidade brasileira e às formas contemporâneas de habitar.
