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Mostra Artefacto celebra 50 anos com maturidade

Mostra Artefacto celebra 50 anos com maturidade

Em contraposto ao pendente de cristais de rocha, o piso de tauari claro tem a sofisticada paginação escama-de-peixe. A base neutra, proporcionada pelos tons de cinza e chumbo dos demais revestimentos, permite que o tom amadeirado transmita a sensação de amplitude e aconchego do ambiente | Crédito: JP Image

Projeto de Patricia Penna na Mostra Artefacto 2026 destaca maturidade com design atemporal, materiais nobres e obras de arte brasileiras.


Patricia Penna traduz maturidade em ambiente integrado

Na celebração de 50 anos da Mostra Artefacto 2026, a arquiteta Patricia Penna apresenta um espaço que reflete o conceito de maturidade por meio de escolhas atemporais, materiais nobres e obras de arte marcantes. O ambiente integra living, jantar e lounge em uma área de 110 m², criando uma narrativa que valoriza o autoconhecimento, o conforto e a longevidade no design.

“A palavra que melhor define maturidade para mim é autoconhecimento, pois conforme experienciamos as situações ao longo do tempo, somos levados a nos conhecer melhor e encontrar a maneira que devemos viver para sermos mais felizes”, observa a profissional.

Mostra Artefacto celebra 50 anos com maturidade
Patricia Penna | Crédito: Massimo Failutti

Layout fluido e integração dos espaços

O projeto aposta em um layout dinâmico e contínuo, no qual os ambientes se conectam de forma natural. O living ocupa um dos lados, enquanto jantar, bar e lounge se distribuem no outro, promovendo uma experiência de convivência ampla e acolhedora.

Na sala de jantar, cadeiras e mesa de design contemporâneo contrastam com um lustre de cristais de rocha, que remete às décadas de 1960 e 1970. Já o lounge circular, mais intimista, é delimitado por sofás e poltronas curvas, criando uma atmosfera envolvente.

“Totalmente integrados, os ambientes apresentam elementos clássicos e atemporais que refletem bom gosto e longevidade”, revela a profissional.

Materiais nobres e estética atemporal

A escolha dos materiais reforça o conceito de maturidade no décor. Elementos como boiserie com marchetaria, painéis curvos com interseções metálicas e pedras naturais constroem uma base sólida e sofisticada.

Entre os destaques estão o uso de ônix translúcido, o piso em madeira tauari com paginação escama-de-peixe e o aparador com tampo em quartzo retroiluminado. A iluminação indireta complementa o projeto, criando uma atmosfera intimista e acolhedora.

Mostra Artefacto celebra 50 anos com maturidade
Surpreendente, a estante vazada de serralheria reúne nicho piso-teto, executado no exótico quartzito “Jungle Stones”. A iluminação indireta assegura a vocação intimista do ambiente, transformando a estante no lugar perfeito para receber peças decorativas e obras de arte | Crédito: JP Image

Mobiliário como narrativa de design

O mobiliário foi selecionado para representar diferentes momentos do design de interiores, equilibrando estética marcante e funcionalidade. Peças clássicas, como o Sofá São Paulo, convivem com modelos de linhas orgânicas, como sofás e poltronas da linha Carrie.

A composição valoriza a circulação fluida e o conforto, transformando o ambiente em um espaço pensado para permanência prolongada e convivência.

Obras de arte reforçam o conceito de maturidade

A curadoria artística é um dos pontos centrais do projeto, reunindo nomes relevantes da arte brasileira. Obras de Candido Portinari, Eleonore Koch, Amílcar de Castro e Hércules Barsotti ocupam posições estratégicas no espaço, permitindo uma visualização completa.

“Estou muito feliz por contar com uma seleção grandiosa de expoentes brasileiros, entre eles, Candido Portinari, Eleonore Koch, Amílcar de Castro e Hércules Barsotti, que ocupam pontos estratégicos dos espaços para que possam ser admirados numa visualização 360°”, explica.

O ambiente também conta com obras de Marlene Almeida, Victor Brecheret e Farnese de Andrade, compondo uma narrativa que conecta arte moderna e contemporânea.

Mostra Artefacto celebra 50 anos com maturidade
A obra Retrato de Yolanda Cozzo (1930), de Candido Portinari, rouba a cena | Crédito: JP Image

Um espaço que valoriza essência e longevidade

Mais do que um projeto expositivo, o ambiente proposto por Patricia Penna se apresenta como uma reflexão sobre o tempo, a história e a essência do morar. A combinação entre arquitetura, arte e design reforça a ideia de que maturidade está ligada à permanência, à identidade e à capacidade de atravessar gerações.

A Mostra Artefacto 2026 segue aberta ao público até novembro, em São Paulo, reunindo projetos que exploram o tema da maturidade sob diferentes perspectivas do design contemporâneo.

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