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Arte, espiritualidade e território em “América do Sal”

Arte, espiritualidade e território em “América do Sal”

Crédito: Ding Musa

A artista brasileira Carolina Cordeiro estreia na Artissima 2025 com “América do Sal”, instalação que une arte, espiritualidade e ancestralidade.


Artissima

Na sua primeira participação na Artissima, a mais importante feira de arte contemporânea da Itália, a galeria Galatea apresenta um projeto solo da artista brasileira Carolina Cordeiro (Belo Horizonte, 1983), dentro da seção New Entries, dedicada a jovens galerias com atuação internacional.


América do Sal: uma rede que conecta corpos e territórios

Criado em 2021, o projeto América do Sal nasceu durante uma residência artística no sul do Brasil, em Maquiné (RS), onde Carolina observou a convivência entre comunidades Mbya Guarani, quilombolas e descendentes de imigrantes europeus.

Inspirada nas tramas e tecelagens presentes nessas culturas, a artista construiu uma instalação feita à mão com barbante de algodão e trouxas de sal grosso, que se estende horizontalmente pelo espaço, convidando o público a se curvar ou atravessar a obra.

“É um trabalho poético e delicado, que fala de território, ancestralidade e expansão — não como fronteira, mas como entrelaçamento”, explica Cordeiro.


Instalação viva e sensível ao espaço

A obra é processual e performática: em Turim, a artista costurará a trama diretamente no local, durante os dias que antecedem a abertura da feira. Esse gesto reforça o elo entre corpo, tempo e espaço, transformando o trabalho em uma experiência viva.

No estande da Galatea, o público também verá obras de parede feitas com sal, tecido e pregos, que dialogam com a Arte Povera italiana e evocam nomes como Marisa Merz, pela delicadeza e força simbólica de suas tramas.

Arte, espiritualidade e território em “América do Sal”
Crédito: Ding Musa

Arte, espiritualidade e matéria

Embora o título evoque o modernismo de Oswald de Andrade, “América do Sal” tem origem em uma lembrança pessoal da artista — uma camiseta de infância com os dizeres “América do Sul / América do Sol / América do Sal”.

O sal atua como elemento ritualístico e espiritual, símbolo de purificação e permanência. A instalação transforma esse material em ponte entre arte, corpo e espiritualidade brasileira, convidando o público a uma experiência de passagem e reconexão.


Sobre Carolina Cordeiro

Carolina Cordeiro (Belo Horizonte, 1983) é artista visual e filósofa, vive e trabalha em São Paulo. Sua produção explora ancestralidade, espiritualidade e os vínculos entre corpo e território, utilizando materiais orgânicos e práticas manuais. Já participou de residências e exposições no Brasil e no exterior, consolidando uma trajetória marcada pela sutileza e profundidade poética.


Sobre a Galatea

Sob direção de Antonia Bergamin, Conrado Mesquita e Tomás Toledo, a Galatea atua em São Paulo e Salvador, com foco em arte moderna e contemporânea brasileira. A galeria valoriza conexões entre artistas, colecionadores e instituições, promovendo novas perspectivas e resgates históricos.


Serviço

Evento: Artissima 2025
Artista: Carolina Cordeiro – América do Sal [Salt America]
Local: Oval, Turim, Itália
Estande: Fuxia 2 – Seção New Entries
Datas: De 31 de outubro a 2 de novembro de 2025
Mais informações: galatea.art

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